Sucesso em desde sua estréia em 2004, Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos vem sendo um surpreendente sucesso na carreira da Vigor Mortis. Além do estrondoso sucesso de público, a peça ganhou  05 Troféus Gralha Azul(Melhor Espetáculo, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Texto, Melhor Sonoplastia) e quatro Troféus Poty Lazzarotto, incluindo o de melhor espetáculo de 2004.

    Em 2005, a peça foi convidada a integrar a programação de alguns dos principais festivais de teatro do Brasil: FILO (Londrina), riocenacontemporanea(Rio de Janeiro), Festival Recife do Teatro Nacional(Recife, Pernambuco) e o Janeiro Brasileiro da Comédia em São José do Rio Preto, SP. Em 2007, MORGUE STORY foi a peça de abertura do 1º Festival Brasileiro de Teatro de Itajaí. Além destes festivais, a peça ainda fez apresentações para casas cheias no Teatro da Caixa de Brasília e em duas edições do Fringe do Festival de Teatro de Curitiba .

    Perversão, cultura pop e humor. Essa é a fórmula da peça. O texto faz referências explícitas ao ritmo da linguagem das histórias em quadrinhos, à estética dos filmes de Quentin Tarantino e às produções do cinema de suspense trash das décadas de 70 e 80.

    A trama, que se passa num necrotério, envolve três personagens: Ana Argento, uma bem sucedida desenhista de história em quadrinhos; Tom, um vendedor de seguros cataléptico  e Doutor Daniel Torres, um médico legista. Em Morgue Story as histórias dos personagens se cruzam de maneira insólita.

    O Doutor Torres é um maníaco sexual, que tem como perversão envenenar mulheres atraentes com uma poção secreta, baseada numa mistura de narcóticos com toxina do peixe baiacu, desenvolvida por sacerdotes vodus haitianos. O veneno induz as vítimas a um estado de catalepsia (que simula a morte) e, depois que elas vão para o necrotério, o médico legista aproveita para violentar e matar cada uma delas fugindo de qualquer suspeita porque, teoricamente, as mulheres já estavam mortas. Os planos do psicopata começam a dar errado quando numa de suas incursões ele se depara com o um cataléptico profissional, Tom, que está no gavetão da morgue acordando da morte pela oitava vez. Ironicamente, o personagem é um vendedor de seguros de vida.


A peça é toda narrada pela nova vítima, Ana Argento, uma desenhista de quadrinhos criadora de um personagem de muito sucesso que é o Oswald, o morto-vivo. Ana, que é extremamente pretensiosa socialmente, não consegue se relacionar com ninguém porque se julga superior a todos que estão na sua volta.

 

Paulo Biscaia Filho que, além de responsável pelo texto e direção, também assina a sonoplastia e o vídeo do espetáculo, confessa que está a frente de uma história que gostaria muito de assistir. O diretor comenta ainda que essa é uma peça para quem não gosta de teatro. "Eu me esforcei ao máximo para tentar eliminar várias referências do que se vê no teatro hoje em dia. É fazer no palco algo próximo a uma linguagem de quadrinhos, de cinema, para que a pessoa veja esse espetáculo e tenha uma percepção diferente. Quero muito que a platéia olhe a peça como uma página de quadrinhos, para onde o olhar corre em direções diferentes num ritmo alucinante", compara.

 




participações em festivais





 




 


FICHA TÉCNICA

 

Direção, texto, sonoplastia  e vídeo- Paulo Biscaia Filho

ELENCO: Mariana Zanette, Anderson Faganello, Leandro Daniel, Rafaella Marques.

Participação especial : Edson Bueno, Danilo Correia, Carolina Fauquemont

Iluminação-  Nadja Naira

Operador de luz - Wagner Corrêa

Cenógrafa-  Andressa Ferrari / Guilherme Macedo

Maquiador - Marcelino de Miranda

Desenhos de Ana Argento -  DW

Preparador Corporal- Tonio Luna

Figurinos- Mariana Zanette

Adereços e costura- Augusta Zanette

Fotografia- Marcio Scatrut e Lúcia Biscaia

Assessoria de imprensa- Rodrigo Browne


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