vigor mortis

Pode-se dizer que o Santo Patrono da Vigor Mortis seja o inesquecível diretor Antônio Abujamra. Foi ele que em 1993 sugeriu a Paulo Biscaia Filho que estudasse a história e estética do Grand Guignol. Foi justamente isso que ele fez quando se viu diante da tarefa de realizar uma pesquisa para o mestrado. Quando Paulo Biscaia Filho terminou a dissertação na Royal Holloway University of London, ele não poderia imaginar que o trabalho seria um disparador para uma das mais conhecidas companhias de teatro no Brasil, e muito menos ser também uma das mais singulares produtoras de cinema registradas na Ancine. Depois de obter o título de mestre, Biscaia começou a lecionar na Faculdade de Artes do Paraná/ Unespar no Bacharelado em Artes Cênicas. Ali ele conheceu jovens atores que se interessaram em desenvolver novas possibilidades sobre a estética do Grand Guignol e acabaram fazendo a primeira formação da companhia: Mariana Zanette, Leandro Daniel (da novela “Deus Salve o Rei”), Daniele do Rosário, José Padilha (não esse que você está pensando. ;) ), Maria Luciana e Álvaro Sena. O espírito passional de jovens artistas foi o combustível necessário para a criação da Vigor Mortis e da primeira montagem em 1997. O reconhecimento nacional veio sete anos depois com a estreia de “Morgue Story”, que ainda tinha no elenco Zanette e Daniel, agora também com Rafaella Marques e Anderson Faganello. A peça foi apresentada em alguns dos mais importantes festivais de teatro brasileiros e fez mais de 100 sessões para públicos delirantes com a estética e a dramaturgia da companhia. A partir dessas portas abertas, o incentivo para continuar foi criado (afinal, a manutenção de companhias de teatro no Brasil requer inspirações e incentivos de todos os tipos!) e a Vigor Mortis continuou com novas montagens que trouxeram novas reflexões sobre horror e violência cênicos como instrumento de linguagem.

 

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